Declaração de Princípios da Soberana Grande Loja Arquitetos de Aquário

I - A Grande Loja Arquitetos de Aquário, fundada a 12 de janeiro de 1986, às 12:36 hs., horário de verão, São Paulo — Brasil, é uma instituição maçônica simbólica, regular, legal, legítima, de rito misto, e rege-se pela Definição e Princípios Gerais e Normativos, Constituição e Regulamentos Gerais, como pessoa jurídica de direito privado.

II - Órgão Fundamental da Maçonaria Brasileira, age perante os problemas nacionais e humanos de maneira própria e independente; trabalha pela unificação geral da Ordem em prol da evolução da Humanidade e mantém com as demais Lojas e Potências Maçônicas, relações de fraternidade.

III - Não divide com outrem sua autoridade, nem a subordina. É´, em sua jurisdição, o único poder de onde emanam Leis e Regulamentos para todos os Maçons filiados a ela. Sua autoridade é única e exclusiva sobre os três graus simbólicos e sobre todos os graus filosóficos de qualquer rito adotado. Só ela pode alterar, revogar ou anular essas leis e regulamentos, respeitados os Landmarks (limites) atualizados e aceitos pela GLADA, abaixo transcritos:

  1. a existência de um Princípio Criador ou Ordenador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, e que se expressa como SABEDORIA, FORÇA E BELEZA; e para os agnósticos como A CONSCIÊNCIA DA HUMANIDADE, ou Lei Maior Reguladora da Vida e da Natureza;

  2. a perspectiva de imortalidade da Alma, da continuidade da vida, e numa vida futura para seus obreiros que professam alguma religião e a pesquisa científica sobre a continuidade da vida e sobre recordação de vidas anteriores, hoje em curso em grandes universidades e nos Estados Unidos, Inglaterra e na União Soviética, e Federação Russa atual, após investigarem crianças e seus relatos sobre uma vida anterior;

  3. o governo da Fraternidade por um Oficial que a preside, denominado Grão-Mestre, eleito democraticamente pelo povo maçônico;

  4. a prerrogativa do Grão-Mestre de presidir todas as reuniões maçônicas feitas onde e quando se fizerem, em lojas subordinadas;

  5. a prerrogativa do Grão-Mestre de conceder licença para conferir graus em tempos anormais;

  6. a prerrogativa que tem o Grão-Mestre de autorização para fundar e manter Lojas;

  7. a prerrogativa do Grão-Mestre de criar ou iniciar Maçons quando o momento, a oportunidade e o mérito assim o exigirem, formando para isso Lojas ocasionais ou de emergência;

  8. o direito representativo de cada irmão nas reuniões gerais da Fraternidade, hoje exercido através dos representantes eleitos pela Loja;

  9. todos os Maçons são absolutamente iguais dentro da Loja, sem distinções de prerrogativas profanas. A Maçonaria a todos nivela em suas reuniões;

  10. o sigilo da Instituição, quanto aos ritos, sinais e palavras de reconhecimento entre seus membros, com o objetivo de afastar os aproveitadores e mal intencionados;

  11. o Simbolismo da Maçonaria Operativa e os instrumentos de trabalho de Construtor como símbolos de ensinamentos morais;

  12. a divisão da Maçonaria Simbólica nos três graus de APRENDIZ, COMPANHEIRO E MESTRE e os graus filosóficos como aperfeiçoamento e complementação do grau de Mestre Maçom;

  13. a manutenção das Três Grandes Luzes da Maçonaria: o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso, sempre visíveis, em todas as sessões da Loja e corpos subordinados;

  14. o uso obrigatório de avental nas sessões da Oficina;

  15. a manutenção da lenda do terceiro grau, incorporada ao Ritual;

  16. a iniciação de Homens e Mulheres sãos, livres, de bons costumes e maiores de idade;

  17. os sinais de reconhecimento entre os Maçons;

  18. a Igualdade fundamental entre os Maçons, cujas diferenças externas são meramente circunstanciais;

  19. o Governo da Loja pelo Venerável Mestre, auxiliado pelos dois Vigilantes; costume antiquíssimo já usado nos Collegia Fabrorum de Numa Pompílio, onde a Loja já era dirigida por um Magister e dois Decuriões;

  20. a necessidade de que os Maçons trabalhem em equipes chamadas “Lojas”;

  21. Três Mestres Maçons compõem uma Loja Simples, Cinco a fazem Justa, e Sete Perfeita;

  22. a necessidade de que cada Loja tenha um Cobridor e esteja “Coberta”;

  23. a proibição de que uma Loja intervenha nos assuntos de outra;

  24. a instalação nos diversos graus da Loja, bem como a do Venerável Mestre, com cerimônias Rituais tradicionais;

  25. o espírito de Fraternidade da Ordem;

  26. a afirmação de fidelidade e dedicação de seus adeptos aos princípios morais, éticos, humanísticos e sociais da instituição por meio de juramentos e compromissos

  27. cada Maçom está sujeito às Leis e Regulamentos da Loja à qual está filiado;

  28. nenhum visitante desconhecido para os Irmãos da Loja pode participar da reunião sem sofrer um exame preliminar, de acordo com os antigos usos e costumes;

  29. o direito de cada Maçom de visitar e participar dos trabalhos de toda Loja Regular;

  30. a Regularidade da Loja Maçônica que, fundada por Sete Mestres Maçons, trabalha obedecendo os Princípios Universais da Maçonaria;

  31. o direito incontestável de existirem reconhecidas e regulares as Lojas Maçônicas Mistas ou Femininas, que se regem pelos Princípios Universais da Maçonaria, assim como o direito de igualdade entre filhos e filhas de Maçons para efeito de adoção de “Lowtons”; A GLADA, porém, em respeito às Leis sociais, da natureza e da vida, aconselha a formação e participação em Lojas onde homens e mulheres participem juntos do trabalho pela humanidade, assim como ocorre normalmente na sociedade;

  32. o direito de defesa de cada Maçom de apelar da decisão de seus Irmãos, em Loja aberta e manifestar-se com o devido respeito, disciplina e ordem;

  33. a execução da Cadeia de União em todas as reuniões regulares.